É só um pedaço de mim arrancado até as vísceras, pra não digerir, não respirar e não excretar. É me tirar o espaço que flui as substâncias do meu prazer por você e, assim, provocar o atrito entre os órgãos extraindo a sonoridade do pranto, espremendo, condensando, rasurando em rabiscos, riscos, e só inchando cada órgão, e só inflando inflamando. Teu olhar me dói. E a quero, a dor, pra aliviar as tensões de ser um vilão não-por-opção, mas das escolhas-sem-volta. Ninguém fez de mim isso. Nem pude desdizer as suas palavras, me deixei enfraquecer, me calei, e quando me vi fortalecido, percebi que era ainda mais vilão; um estado de vilania, de conformismo, que me agradou, e me vejo agora um ser vilânico. Eu gosto.
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