o que mais quero
é um trem de ferro
para
carregá-lo com o rancor
que meu ego inflamado alimenta
pilotá-lo a todo vapor
soltando fumaça pelas ventas
disparar o apito que
ocultará os meus gritos
desesperados
e acelerar com vontade
sem limite de velocidade
pelas trilhas dos meus sentimentos
aprisionados
atropelando plantios de trigo
massacrando qualquer inimigo
causando torturante sofrimento
sem parar no fim da linha
destinando ao precipício
de mim mesmo
reconsidero se
o que mais quero
é um trem de ferro
porque
felicidade deriva da dor
mas não a dor proposital
e sim a provocada por
espontaneidade
então precisa ser controlada
com carícias na alma
com dulcificação
driblando o lado ruim
fazendo o peito inflar
e depois esvaziar
como uma gaita de fole
o que mais quero
é um trem de maria-mole
Uia, meu poema por aqui. Que honra!
ResponderExcluirJoão Paulo,parabéns pelo poema! Participei do concurso na UNISO com você, e percebi que seu poema era bom, mas, você sabe, só lendo pra julgar melhor. Continue, você tem talento.
ResponderExcluirAbraço,
Hélio