Pessoas estranhas são luzes, são fontes de sabedoria iluminadas por outro (s). Quem são outro (s)? Um cosmos desconhecido, que assim é pra nos causar intriga e enorme desejo de conhecer, de saber, o que por ora pode ser o imenso prazer de estados oriundos de uma boa conversa, mesmo que a conversa seja sobre uma parte de universo, por ora, peçonhento. Mas é esse prazer que dará a magnitude de ser um estranho-encantador, quando nos sentimos morada do outro, quando estamos na morada do outro. E só percebemos isso no silêncio de olhares fixos, feito criança, em palavras não ditas ocultas na vontade que agora tenho do que poderia ser dito (é esta a medida de uma boa conversa).
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