A mente agitada e não dormir são comuns e remotos dentre as mesmas circunstâncias, tal como se parece recíproco, presentes na vida de pessoas distintas e também comuns – dada uma única particularidade, a paixão. Porém, as intermitências do meu sono são ondas específicas do meu lago, com ventos, superfícies, solo, argila, tudo diferente, com outra textura, cor, mas que em si, têm em comum a mesma pedra que cai na água, com mesmo volume, massa, aderência e rigidez. E tudo junto balança. E tudo mexe os líquidos internos, com suas cicatrizes e angústias, sublinhando-os e agitando a mente, gerindo uma atmosfera suscetível para o desolamento da tristeza. E é ainda mais intenso por aguardar as iminentes escolhas, que já vivem desoladas por carregarem o fardo das escolhidas cujo peso está na medida de um relógio, acrescentando tempo e, também, gravidade.
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