terça-feira, 12 de abril de 2011

Pilar palavras

A paixão é um sentimento que enobrece e, talvez por isso, seja tão agradável e sublime. Ser pirata de uma ficção é uma representação simbólica desse estado que busco na minha arte, trabalho e amores. Não é tentar fazer disso uma realidade, mas o contrário, da realidade coevoluir uma ficção.

Ainda não se trata de Zola e Cia, nem de seus poscursores estéticos e dos antepassados fisiocratas (quase-românticos) que derivam de um conceito sobre natural, a natureza como organicidade em certos parâmetros de análise, e sim de um conceito neoevolucionista, de caráter científico, ora com os mesmos parâmetros, porém respaldados no substrato celular.

É Rubem Alves, é estar e não ser. É perceber e deixar ser, é contemplar e complementar, não afastar e desidratar o que vê e se tem, é só não ter e mesmo assim sentir que está em você. É onipresente, laico, secular, oriundo de uma participação mútua. A realidade crua, nesse caso, trata-se de uma mera expressão, se a compreender como agente dessa participação mútua de um modo também passivo.

Um comentário:

  1. ...é irreal, misterioso e atraente.

    não precisa entender,

    basta abstrair e navegar...

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