A paixão é um sentimento que enobrece e, talvez por isso, seja tão agradável e sublime. Ser pirata de uma ficção é uma representação simbólica desse estado que busco na minha arte, trabalho e amores. Não é tentar fazer disso uma realidade, mas o contrário, da realidade coevoluir uma ficção.
Ainda não se trata de Zola e Cia, nem de seus poscursores estéticos e dos antepassados fisiocratas (quase-românticos) que derivam de um conceito sobre natural, a natureza como organicidade em certos parâmetros de análise, e sim de um conceito neoevolucionista, de caráter científico, ora com os mesmos parâmetros, porém respaldados no substrato celular.
É Rubem Alves, é estar e não ser. É perceber e deixar ser, é contemplar e complementar, não afastar e desidratar o que vê e se tem, é só não ter e mesmo assim sentir que está em você. É onipresente, laico, secular, oriundo de uma participação mútua. A realidade crua, nesse caso, trata-se de uma mera expressão, se a compreender como agente dessa participação mútua de um modo também passivo.
...é irreal, misterioso e atraente.
ResponderExcluirnão precisa entender,
basta abstrair e navegar...